Eu estou com vontade de morrer, mas não na esperança, de como as pessoas num enorme eufemismo costumam geralmente conceituar, de partir dessa para uma melhor.
Eu só não tenho mais vontade de viver, não vejo sentido, as pessoas são assustadoramente hipócritas, elas não são sinceras nem com elas mesmas, enganam-se e fingem gostar de alguém, pois a culpa de não ter afeições por outra pessoa lhe soa muito pesado.
Ah, e quando pessoas, como eu, expõe seus pensamentos, da mesma maneira que exponho agora, são ditas como dramáticas, dizem que você não deve pensar assim, você é pressionado a esconder tudo que sente, e isso te esgota, você não pode expor nada do que pensa, onde colocar todos esses meus sentimentos? Se fossem sentimentos que lhe são agradáveis deveria expor, agora os que não são tão prazerosos devo guardar em meu peito para corroer, unicamente, a mim mesma?
Sinto que minha existência é extremamente fútil, se existisse o cargo de pessoa mais insignificante do mundo, não me restam dúvidas, eu teria então um significado, ser dona desse cargo.
Eu sei que não sou amada, não precisa mentir para nós duas, nós sabemos que amor não é tão simples, você não deveria se culpar tanto por não sentir, é normal, tenho certeza que você até se esforça, pode parar, eu sei o quanto lhe é doloroso estar sempre tentando fingir tanto.
Eu sou covarde, não tenho coragem de por um ponto final nessa história, eu tenho todo o poder para resolver, mas não tenho coragem, sinto o toque gélido do chão desse banheiro em minha pele, olho para todos os instrumentos capazes de fazer tudo isso acabar, mas nasci covarde.
Por isso perco meu tempo escrevendo sobre minha dor, para ver se um pouco dela pode ser aliviada, mesmo sabendo que serei julgada, pois ser sincera só é válido quando o que se diz é agradável.
Sentir o afiado dessa lâmina em minha pele me soa bem mais reconfortante, mas nunca terei coragem de ser mais incisiva.
Sou covarde de mais, covarde até para morrer.
Façanha, Baby (Uma covarde)
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