Caro leitor, se esse é seu primeiro
contato com minhas produções,
peço, encarecidamente, que não se
assuste, nem todos os meus textos
são chatos como eu acho que esse
vai ser, espero que esteja dentro do
limite do aceitável, pois eu preciso
fazer esse desabafo para vocês.
Já que vocês muito sabem sobre meus sentimentos, por mais que, por diversas vezes, eu tente mascará-los em formas fictícias de textos, hoje, venho em primeira pessoa conversar com vocês, discutir sobre um tema que não considerava polêmico, mas, atualmente, está me dando intensas dores de cabeça, TÉRMINOS.
Considero a palavra um tanto assustadora, dependendo do contexto, término de vidas são um tanto dolorosos, término de amizades é um tanto assustador -eu, particularmente, não acredito que amizades cheguem ao fim, acredito que se acabou era mais um coleguismo do que uma amizade-, mas nenhum desses é minha pauta de hoje, falarei sobre término de relacionamento amoroso.
Nunca fui de acreditar em conspirações do destino, ou nessas teorias que costumam pregar como "tenha cuidado, senão algo vai dar muito errado", mas de um tempo para cá tenho me posto a pensar quanto a afirmação de que se você brinca com os sentimentos de alguém, de algum modo isso acaba voltando para você.
Eu não sou uma pessoa de muitos amores, até porque eu acabo me apegando muito fácil, mas, nos poucos que eu tive, sempre gostei de manter uma boa relação quando o seu fim tornava-se inadiável, uma amizade, acredito que toda boa história, merece uma continuação, talvez com um rumo diferente, mas não vejo a necessidade de me afastar da pessoa e de fingir que ela morreu, pelo menos não via...
Sempre fui a pessoa que sofria o luto nos términos dos relacionamentos que eu tive, sabemos que sempre tem uma pessoa que acaba sofrendo mais, até porque o fim de um relacionamento acarreta, consequentemente, uma quebra de rotina. Porém no meu ultimo relacionamento a história foi bem diferente, eu não sofri nem um pouco, sim, eu gostava dele, mas o termino desse nosso relacionamento me soou como uma libertação, aproveitei muito minha fase de soteira, curti, até porque ele me dava um cansaço emocional medonho, sempre cobrava muita atenção e era o rei dos joguinhos emocionais, sempre conseguia fazer eu me sentir culpada de todas as coisas erradas da relação, mas confesso que, por algumas vezes, acho que fui injusta com ele, ele era um fofo, e eu, simplesmente, tomei minha decisão sem dar muitas escolhas para ele, acabei fazendo ele sofrer, sem quer, mas fiz, tentei ficar amiga dele, mas me dava muita raiva ver ele postando indiretas todos os dias, postando que estava sofrendo muito, como estava em uma rotina, nova, muito puxada, tinha acabado de entrar no cursinho, eu não sofri quase nada. Mas, certo dia fui com nossos amigos, em comum , no local em que nós nos conhecemos, não percebi até chegar lá, mas quando cheguei só conseguia sentir vontade de encontrar os olhos dele naquele mesmo local, queria que fosse como nos filmes, a gente se olhasse e tudo começasse novamente, a ficha caiu, mas ele já estava bem, não podia ser injusta o suficiente com ele de ir procurá-lo quado ele já não sentia mais minha falta. Entretanto, como devem saber, sou, imensamente, impulsiva , isso me rende boas histórias, outra hora conto para vocês, mas nesse caso citado o resultado não foi nada bom.
Fui falar com ele, precisava ao menos pedir desculpas, cabe citar agora uma frase que falei no começo do texto: se você brinca com os sentimentos de alguém, de algum modo isso acaba voltando para você, não, eu nunca tive a intensão de magoá-lo, mas agora ele tinha a intensão e conseguiu. Como já disse, ele é o rei dos jogos emocionais e depois disso ele começou a brincar com tudo que eu sentia, ele de noite enviava textos e mais textos sobre o quanto me amava e no dia seguinte postava print com a menina, que até então eu só achava que era a amiga dele, pois quando nós namorávamos até tinha ciumes dela, mas ele sempre falou que eram apenas amigos, que ela nem gostava de meninos, que não devia me preocupar com ela. Certa vez, enquanto ainda namorávamos, meus amigos vieram me falar que ele tinha ficado com ela numa festa, mas eu acreditava tanto nele que nem dei bola para o que meus amigos tinham tentado me avisar. É, mas ele nunca foi muito bom em esconder as coisas, mesmo me mandando diversos textos, ele estava a namorar com a bendita menina, fiquei repleta de ódio, quem ele pensava que era? Tive uma briga muito feia com ele, jurei nunca mais falar com ele na minha vida, apaguei o número dele do meu celular, porém isso só durou um mês, e em uma quinta-feira ele voltou a falar comigo, jurou estar arrependido, falou que nunca tinha amado ninguém como me amava e mais uma vez acreditei. No domingo ele me mandou uma mensagem me chamando para festa que ia ter aqui perto da minha cidade, logo aceitei, pois sabia que sendo com ele minha mãe deixaria eu ir. Porém, ele não estava de brincadeira, ele estava mesmo determinado a me machucar, faltavam poucos minutos para eu sair de casa, já estava toda arrumada para festa e ele me liga dizendo que não ia mais, que a mãe dele estava internada no hospital e ia ter que fazer uma cirurgia, claro que eu entendi, fiquei muito preocupada com ela, quase não consegui dormir direito, quando acordei descobri que ele também não conseguiu dormir direito, até porque ele passou a noite com ela na festa.
Façanha, Baby (Um breve desabafo)